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Rua General Osório
Rua General Osório, antiga rua das Casinhas, era assim conhecida porque depois da Barão de Jaguara exitiam casinhas bem pequenas e rudimentares, onde se vendia de tudo:toucinho, carne, sal, ferramentas, e gêneros alimentícios em geral.
Em 27 de abril de 1870, a Câmara resolveu denominar General Osório a tal rua da Casinhas, pois era uma justa homenagem a um dos bravos da Guerra do Paraguai.
E nos registros da Câmara está escrito assim:
“em sinal de gratidão, reconhecimento e deferência ao General Osório, como o mais valoroso intrépido dos generais do Brasil, e quem sabe do Universo”.
A General Osório cruza todo o centro, partindo lá das linhas da Paulista e chegando até o Cambuí.
Descer a General Osório é fazer um curso de historia da cidade. Ali, logo na Andrade Neves, passava-se ao lado da Cervejaria Columbia, onde se produzia a Mossoró e a Columbina.
Mais abaixo, está o palacete sede da Companhia Mogiana, durante anos caindo aos pedaços.
Já chegando ao Centro, o prédio que toda Campinas conhecia, era a Agência do INSS, antigo prédio do IAPI, cuja entrada era na Campos Sales mas o povão era atendido, mesmo, pelos fundos, na Gal Osório em frente a Joalheria Failace, vizinha da Gráfica Muto e dos Secos e Molhados do Sebastião Maria.
À direita está o Palácio da Justiça, onde durante anos, no ultimo andar estava instalada a Câmara Municipal.
Mais adiante o Cine Windsor. Sala fina, chique, de classe, para um publico refinado, o mesmo que se regalava nas mesas do Restaurante Rosário, com uma charutaria e um balcão de chopp inigualável.
Ainda na calçada pouco antes da Glicèrio a Agencia do Expresso Brasileiro, que depois foi ocupada pelo Banco Brasileiro de Descontos, e na esquina a Exposição Clipper com seus belos ternos e sapatos de cromo. Alguns devem se lembrar do chavão da propaganda. Eu tenho crédito na Exposição...
Cruzando a Glicério o prédio dos Guarnellis, que por serem decentes, venderam o famoso Bar Ideal para pagar as dividas.
Giovanetti, o pioneiro, logo à frente, e na esquina da Barão, o Solar que foi sede do Clube Semanal de Cultura Artística e em baixo, o Café do Povo, que alem do café saboroso, era o único que vendia refresco de coco.
Mais abaixo, a meio quarteirão estava o Armorial. Um dos mais finos e badalados ponto de encontro da classe nobre da cidade, um fino restaurante com piano à meia luz.
Na seqüência a Gal Osório, resvalava pelos mais praseirosos logradouros. O Jardim Carlos Gomes à direita, o Jardim da Escola Normal à esquerda, com os bondes 6 e 7 sangrando a rua de paralelepípedo até chegar ao alto da Julio de Mesquita onde existia o Jardim Publico.
Alias, este local, foi considerado o ponto mais alto da cidade, que com sua vista panorâmica podia-se descortinar a cidade que ficava na baixada.
Uma gruta de pedra espargia água sobre as folhagens e o local era o preferido dos namorados.
Esse local – o Jardim Publico - é onde hoje está o Centro de Convivência – chamava-se então Largo da Boa Vista.
Um coreto de ferro servia de local para as retretas. Este coreto está hoje na praça do Teatro Castro Mendes na Vila Industrial.
A General Osório no centro da cidade é paralela à rua Conceição mas ao seu final a General Osório faz uma curva à direita e cruza com a Conceição no bairro do Cambuí. Ou seja, aqui as paralelas se encontram!
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