Por Walter Paradella.


Rua Irmã Serafina

Uma rua que já se chamou Sete de Setembro.

Começa ali na Rua Uruguaiana, pouco acima do Bosque dos Jequitibás, e segue em direção ao Centro.

Estamos falando da Rua Irmã Serafina que recebeu esta denominação em 1934 por ato do Prefeito Perseu Leite de Barros.

Irmã Serafina é homenagem à religiosa Irmã Maria dos Serafins Favre da Congregação das Irmãs de São José de Chambery.

Ela nasceu em Sabóia na França em 1844 e morreu aqui em Campinas em 14 de abril de 1889.

Foi uma das vitimas da febre amarela.

A Irmã Maria dos Serafins era uma das muitas abnegadas religiosas que durante a epidemia de febre amarela cuidaram da população no pavilhão de isolamento da Santa Casa e no hospital ambulante criado às pressas.

Quase todas as religiosas caem doentes mas apenas Irmã Serafina como era chamada, não resiste e morre.

Três dias após a sua morte Campinas registrou – num só dia – 47 óbitos.

A cidade reconheceu o exemplo de amor ao próximo destacando a coragem da Irmã Serafina que deu sua vida para minorar o sofrimento das vitimas da epidemia, ela que desde 1876 estava em Campinas cuidando de doentes.



A rua Irmã Serafina conserva o seu antigo traçado até a Duque de Caxias. A partir deste ponto ganhou mais largura ao lado da Casa de Saúde e mais abaixo duas pistas desde a Cônego Cipião até a General Osório.

No trecho do Jardim Carlos Gomes as palmeiras imperiais que demarcavam as laterais do jardim passaram a integrar a ilha que divide as duas pistas da rua Irmã Serafina.

A rua tem como destaques a antiga sede da Cúria Metropolitana junto a Aquidabã. È lateral da Praça D. Pedro II que todos conhecem como Jardim São Benedito.

Nela está o tradicional Instituto Alan Cardec. Ali junto ao Jardim Carlos Gomes existia a Padaria Brasil que tinha uma invejável vitrine de doces e pães artesanais.

Mais abaixo o belo Edifício Itatiaia, obra arquitetônica de vanguarda com sua fachada belíssima desenho de Oscar Niemeyer.

E está também na Rua Irmã Serafina a moderna sede do Clube Semanal de Cultura Artística, que durante muitos anos manteve a galeria de lojas, boates e bares que faziam a noite de muitos boêmios da cidade.


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