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Rua Ferreira Penteado
A Rua Ferreira Penteado passou a ter esta denominação a partir de 1881.
Antes era conhecida como Rua do Pórtico isto porque foi construído um arco decorativo chamado de PÓRTICO bem na esquina com Francisco Glicério.
Isto aconteceu em 1846 quando da visita de D. Pedro II a Campinas.
Por este arco o monarca passou ao chegar à povoação recebendo as chaves da cidade das mãos do presidente da Câmara Querubim Uriel.
Durante algum tempo esta rua foi denominada Rua do Carmo.
Em 23 de maio de 1881 o vereador Francisco Glicério propôs que a cidade reconhecesse os bons serviços prestados à comunidade pelo Comendador Ferreira Penteado e que a Rua do Pórtico tivesse o seu nome.
Ferreira Penteado construiu com recursos próprios um edifício onde manteve uma excelente escola de ensino primário totalmente gratuito.
A planta do prédio da escola teve a responsabilidade do engenheiro Ramos de Azevedo que havia chegado recentemente da Bélgica onde se formara.
Mais tarde, reconhecendo os méritos do comendador Ferreira Penteado, sempre preocupado com a instrução e cultura das crianças o Governo Imperial decidiu homenagea-lo com o titulo de Barão de Itatiba.
Ferreira Penteado morreu aos 76 anos em 1884.
A Rua Ferreira Penteado tem inicio junto aos trilhos da Cia Paulista, começando pel ao lado do Chafariz do Carroceiros e cruza todo o Centro e termina na Coronel Quirino no Cambuí.
Durante muitos anos existiu na Ferreira Penteado um hotel onde as personalidades que visitavam Campinas se hospedavam. Nele Julio de Mesquita, se instalou e dali comandava o Estadão, via telefone.
Na esquina da Barão, bem em frente a loja Carlos Gomes especializada em discos, ficava onde é hoje um estacionamento, o prédio da CTB – Cia Telefônica Brasileira ligando Campinas ao mundo.
Mais a frente, uma padaria que era referencia na cidade a Padaria União.
Já na esquina com a Irmã Serafina estava o IQC – Instituto Químico Campinas do Dr. Negrão.
E pouco antes da av. Julio de Mesquita, numa grande área, foi construído o SESC para desenvolvimento dos comerciários, que ali ficou até mudar-se para o Bonfim.
Foi na rua Ferreira Penteado que em um domingo – 04 de abril de 1858 – surgia o primeiro jornal da cidade pelas mãos de João Teodoro de Siqueira e Silva, nosso primeiro jornalista, com o despontar da Aurora Campineira.
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