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Rua Dr. Quirino
No inicio do crescimento de Campinas, tínhamos 3 ruas: a de Cima, a do Meio e a de Baixo.
A Rua do Meio do iniciante povoado é hoje a que conhecemos como Rua Dr. Quirino.
Em 1848 mudou do batismo popular para rua do Comercio.
Em 1886, já com o comercio decadente naquela rua, pois o centro de negócios mudou-se para as imediações da Estação, a rua do Comercio ganha a denominação que chega ate hoje: Rua Dr. Quirino.
Na sessão de 20 de maio de 1886, Campinas homenagearia Francisco Quirino dos Santos, o Dr. Quirino.
Formado em Direito, era poeta e um dos lideres republicanos históricos e jornalista brilhante.
Foi redator do Correio Paulistano e fundador da Gazeta de Campinas.
Francisco Quirino dos Santos, o Dr. Quirino, nasceu em Campinas em 1841 e faleceu em São Paulo, quando exercia o mandato de deputado em março de 1886.
A denominação inicial de Rua do Comercio, como o próprio nome diz, era porque nesta rua estavam instalados variados estabelecimentos como banco, hotéis, confeitarias, lojas diversas, alfaiatarias, depósitos mostrando assim o poderio econômico da época.
Alem das casas de comercio, nesta rua estavam as casas e palacetes de barões e capitalistas.
Dr. Pedro II em visita a cidade hospedou-se no sobrado do antigo Colégio Ateneu Paulista. Rui Barbosa e Clovis Bevilaqua também ali se hospedaram.
Na esquina com a Barreto Leme se localizava o Terceiro Grupo Escolar.
A Dr Quirino na década de 50 era o caminho para os bondes do Castelo, Taquaral e Boa Esperança.
Na esquina com as ruas Major Sólon e Libânia ficavam os geradores da rede elétrica dos bondes no antigo terreno que abrigou o Gasômetro da antiga rede a gás de iluminação do centro da cidade.
Um dos marcos arquitetônicos de Campinas está na rua Dr. Quirino em prédio construido pelo Governo do Estado para abrigar a sede regional da Caixa Econômica do Estado de São Paulo.
Com a cidade florescendo economicamente eram raras as famílias que não tinham a Caderneta verde da Caixa, principalmente, para depósitos regulares em nome das crianças que nasciam preparando o futuro delas, como fazia alarde a publicidade estatal.
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