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Rua Costa Aguiar
Com a formação do império e como forma de homenagear D. Pedro I a Câmara de Campinas resolveu denominar uma rua da cidade como Rua da Constituição.
Com a epidemia da febre amarela um médico se destacou pelo seu exemplo de dedicação e abnegação aos doentes.
Dr. João Guilherme Costa Aguiar se envolveu tanto com os doentes da terrível peste que ao final ele mesmo veio a contrair a enfermidade sendo mais tarde uma de suas vitimas.
Em 1º de julho de 1889 a Câmara fazendo justiça ao ilustre e dedicado médico resolveu que a antiga rua da Constituição passasse a ser denominada como Rua Dr. Costa Aguiar.
Somente em 1939 é que a denominação de Rua da Cosntituição foi restabelecida identificando uma rua do bairro do Bonfim.
A Costa Aguiar na época imperial era famosa pelas clinicas dos médicos Ângelo Simões, Dr. Melchert e Carlos Engler, alem da farmácia de Ulisses Sarmento.
Depois passou a ser uma rua de ativo comércio atacadista.
A Costa Aguiar até os anos 60 começava na Estação a Paulista e terminava na Francisco Glicério, tal qual a 13 de Maio, sendo que o Largo da Catedral era ladeado pelas duas ruas.
Mais tarde as duas foram unidas para dar lugar ao calçadão denominado como Convívio da Catedral.
Nos anos 70 os mais tradicionais estabelecimentos da Costa Aguiar foram: a Casa Bongo com seu comércio de armarinhos, as Casas Regente, o Restaurante Marreco, o Martini Galante, e depois da derrubada do Teatro um imponente prédio abrigou a Receita Federal e mais tarde a loja Sears.
Quando ainda existia o Teatro Carlos Gomes era pela Costa Aguiar que os artistas entravam para acesso aos camarins e ao palco.
Quando da vinda a Campinas de grandes artistas, era na Costa Aguiar que os fãs de acotovelavam para recepciona – los.
Assim foi com Orlando Silva, Emilinha, Marlene, Francisco Alves e tantos outros
Alguns chegavam e eram recepcionados no Restaurante Marreco e não foram poucos que precisaram ser “carregados” daquelas mesas diretos para o palco.
Ainda na Costa Aguiar Campinas tinha o orgulho de ter a sede de um banco da cidade: o Banco Segurança, cujo prédio está ate hoje preservado.
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