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Praça Correia de Melo
Vulto notável das ciências.
Botânico, formado em farmácia e química e responsável pela primeira farmácia da cidade, nada mais justo que Campinas perpetuasse a memória de Joaquim Correa de Melo em um dos seus pontos principais.
A praça foi inaugurada em 1881, logo após sua morte. Decidiu-se que os recursos para a construção de um marco com a estatua do notável cientista fossem destinados à construção de uma escola para as crianças pobres.
Construida a escola com o nome do homenageado, ali ela permaneceu durante quase um século.
Atras da escola, voltados para a Rua Bernardino de Campos foram construidos os primeiros mictorios públicos para uso daqueles que usavam os serviços da ferrovia Funilense ou que saiam do Mercadão Municipal.
Mais uma vez o implacável progresso transformou a Praça Correa de Melo, já sem a escola que lhe emprestou o nome: hoje ali está o Terminal Mercado, ponto de parada de ônibus urbanos.
A Praça perdeu toda sua característica, perdeu a importância, deixou de ser referencial para cidade.
À sua frente o velho Mercadão, de um lado a Telefônica e a Embratel e nos outros dois lados lojas e comercio degradado.
No passado, não muito distante, ali diante da praça estavam algumas lojas de ferragens, outras de eletrodomésticos, maquinas de costura, e no entorno da praça enraizado na tradição, uma atividade antiga, bem popular – a dos fotógrafos ambulantes, comumente chamados de lambe-lambe.
Eles presistiram contra o tempo, trabalharam honestamente, com suas maquinas de pano preto, cadeiras e seus baldes antiquados.
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