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Rua César Bierrembach
Bem no centro de Campinas, saindo da Rua Barão de Jaguara e terminando no Jardim Carlos Gomes, lá está a Rua César Bierrembach.
Durante mais de 60 anos era conhecida como Rua do Góis. Isto porque ali residiu e viveu o cidadão Inácio de Góis.
Varias ruas do centro de Campinas tiveram denominação alterada e vários ilustres cidadãos foram homenageados; porem a Rua do Góis só teve denominação alterada já com calçamento de paralelepípedos.
O comercio de Campinas,em 1907, apresentou a Câmara um abaixo assinado solicitando homenagem ao notável tribuno César Bierrenback, filho da terra e que elevou nas letras o nome da cidade.
César Bierrenback foi catedrático do Ginásio Culto à Ciência, foi fundador do Centro de Ciências Letras e Artes.
Em 6 de março de 1908 o prefeito Orozimbo Maia sancionou a lei que denominava César Bierrembach a rua que conhecemos até hoje.
O grande tribuno de Campinas, César Bierrembach faleceu em 2 de julho de 1907, no Rio de Janeiro.
Nesta rua a cidade conheceu 3 cinemas: o Coliseu, inicialmente destinado a touradas e depois transformado em cinema, o cine Recreio na esquina da Dr. Quirino e o São Carlos que era o cinema da elite campineira até o surgimento do Cine Rink.
Na César Bierrenback durante muitos anos funcionou a redação e oficina do Diário do Povo, o mais antigo jornal ainda ativo. O Diário era o grande rival do Correio. Hoje os dois pertencem à mesma organização.
Nesta rua, na esquina da Barão, marcou os primórdios do radio, na época serviço de altofalantes.
Estabelecimentos tradicionais fizeram historia na César Bierrenback como a loja Chinelato, a casa de tintas Ipiranga, a sorveteria e a clicheria Capeli, e uma tradicional oficina de conserto de maquinas de escrever.
No inicio do século passado era na César Bierremback que ficavam os armazéns e entrepostos de produtos importados que vinham de Santos pelos trens e que os carroceiros transportavam e abasteciam as principais famílias da cidade com azeite, uvas, bacalhau e até louças inglesas.
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