Por Walter Paradella.


Bosque dos Jequitibás

É uma área de mais de 100 mil metros quadrados fincada no meio da cidade, ou pra sermos mais precisos, foi a cidade que circundou esse pedaço de mata atlântica preservada nos tempos.

No principio do século o Bosque dos Jequitibás era propriedade particular.

Pertencia ao fazendeiro e capitalista Francisco Bueno de Miranda, conhecido por Bueninho.

Pretendia ele, que a cidade viesse passear no Bosque. Evidentemente, na sua visão de empreendedor cobraria um ingresso módico 500 réis do visitante.

Para tanto ele investiu colocando uma linha de trilhos de um ponto da cidade até o portal do Bosque e pensava em negociar com a Companhia de Carril de Ferro para que colocasse seus bondes de burros até sua propriedade.

No entanto, por motivos desconhecidos, a empresa de transporte não concordou.

Descontente, Bueninho, o dono do Bosque, colocou sua propriedade à venda. Ninguém se interessou, e o Município não tinha recursos disponíveis.

Assim o Bosque continuou a ser mantido pelo abastado senhor até 1915, quando a Prefeitura conseguiu compra-lo por 150 contos de réis.

O Bosque sempre foi um logradouro acolhedor procurado por campineiros e visitantes. Alguns ilustres, como o monarca D. Pedro II, em uma de suas visitas a Campinas.

O Bosque ganhou diversas melhorias: um Museu de Historia Natural, um mini teatro, um serpentário, e um Restaurante em meio a sua vegetação exuberante.

Para que as famílias mais abastadas pudessem se valer do Restaurante sua entrada principal foi pavimentada e iluminação implantada.

Era comum, após as sessões da Câmara Municipal, nossos nobres edis terminarem a noite em lautos jantares no Restaurante do Bosque.

O Restaurante do Bosque recebia também banquetes e comemorações de casamentos, bodas, convenções etc.

O Bosque foi durante muitos anos o palco do carnaval de fantasias.

No domingo de carnaval as famílias se reuniam em grupos durante à tarde para um desfile de fantasias infantis, grupos de jovens, e carros ornamentados.Na alameda principal até hoje estão preservados os bancos de cimento com as propagandas das empresas da época.

Na praça central do Bosque durante muitos anos funcionava aos domingos um serviço de altofalantes com mensagens, musicas da época e nos domingos pré carnavalescos era o principal animador dos foliões.



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